30/11/2009

Tratamento do Alcoolismo


O alcoolismo essencialmente é o desejo incontrolável de consumir bebidas alcoólicas numa quantidade prejudicial ao usuário. O núcleo da doença é o desejo pelo álcool: há tempos isto é aceito, mas nunca se obteve uma substância psicoativa que inibisse tal desejo. Como prova de que inúmeros fracassos não desanimaram os pesquisadores temos hoje, já comprovado ou em fase avançada de testes, 3 substâncias eficazes na supressão do desejo pelo álcool: Naltrexona, do Acamprosato e da Ondansetrona.
O tratamento do alcoolismo não deve ser confundido com o tratamento da abstinência alcoólica. Como o organismo incorpora literalmente o álcool ao seu metabolismo, a interrupção da ingestão de álcool faz com que o corpo se ressinta: a isto chamamos abstinência que, dependendo do tempo e da quantidade de álcool consumido, pode causar sérios problemas e até a morte nos casos não tratados. As medicações acima citadas não têm a finalidade de atuar nessa fase. A abstinência já tem suas alternativas de tratamento bem estabelecidas e relativamente satisfatórias.
O Dissulfiram é uma substância que força o paciente a não beber sob a pena a de intenso mal estar se isso for feito: não suprime o desejo e deixa o paciente num conflito psicológico amargo. Muitos alcoólatras morreram por não conseguir conter o desejo pelo álcool enquanto estavam sob efeito do Dissulfiram, mesmo sabendo o que poderia acontecer: não conseguiram evitar a combinação de álcool e Dissulfiram. Fatos como esse servem para que os clínicos e os não-alcoólatras saibam quanto é forte a inclinação para o álcool sofrida pelos alcoólatras: é mais forte que a própria ameaça de morte. Podemos fazer uma analogia para entender essa evolução. Com o Dissulfiram o paciente tem que fazer um esforço semelhante ao motorista que tenta segurar um veículo laderia abaixo se pondo à frente deste, tentando impedir que o automóvel deslanche atropelando o próprio motorista. Com as novas medicações o motorista está dentro do carro, apertando o pedal do freio, até que o carro chegue no fim da ladeira. Em ambos os casos é possível chegar ao fim da ladeira (controle do alcoolismo). Numa o esforço é enorme, causando grande percentagem de fracassos, noutro o esforço é pequeno permitindo grande adesão ao tratamento.

Vejamos agora algumas informações sobre as novas medicações.

Naltrexona
A natrexona é uma substância conhecida há vários anos. Seu uso restringia-se ao bloqueio da atividade dos opióides: é uma espécie de antídoto para a intoxicação de heroína, morfina e similares. Recentemente verificou-se que a Naltrexona possui um efeito bloqueador do prazer proporcionado pelo álcool, cortando o ciclo de reforço positivo que leva e mantém o alcoolismo. A Naltrexona foi a primeira substância a atingir a essência do alcoolismo: o desejo pelo consumo de álcool.
Os principais efeitos da Naltrexona são inibir o desejo pelo álcool e mesmo que se beba o prazer da sensação de estar "alto" é abolido. Assim, a bebida para o alcoólatra em uso de Naltrexona se torna sem graça; como não há uma interação danosa entre Álcool e Naltrexona como existe entre Álcool e Dissulfiram, a Naltrexona exerce uma real atividade terapêutica.
Os principais efeitos colaterais da Naltrexona, o enjôo e o vômito não são intensos o suficiente para impedir o seu uso, isso permite que os pacientes adiram ao tratamento prolongado. Agora ficou mais fácil diferenciar o alcoólatra impotente perante seu vício daquele que, simplesmente, não quer abandonar o prazer da embriaguez.
Por fim não podemos esquecer que nem todos pacientes se beneficiam da Naltrexona, ou seja, há uma parcela da população, que mesmo em uso da Naltrexona mantém o prazer da bebida, nesses o tratamento é ineficaz. A Naltrexona foi o primeiro e grande passo para o tratamento do alcoolismo, mas não resolveu todo o problema sozinha.

Acamprosato
Essa substância ao contrário da Naltrexona é nova e foi criada especificamente para o tratamento do alcoolismo. O acamprosto atua mais na abstinência, reduzindo o reforço negativo deixado pela supressão do álcool naqueles que se tornaram dependentes. Podemos dizer que há basicamente dois mecanismos de manutenção da dependência química ao álcool. Inicialmente há o reforço pelo estímulo positivo, pela busca de gratificação e prazer dadas pelo álcool. À medida que o indivíduo se torna tolerante às primeiras doses, passa a ser necessária sua elevação para voltar a ter o mesmo prazer das primeiras doses. Nessa fase o indivíduo já é dependente e está em aprofundamento e agravamento da dependência. Ao se chegar no estágio em que a bebida não dá mais prazer algum e, por outro lado, trouxe uma série de problemas pessoais e sociais, o alcoólatra está preso ao vício porque ao tentar interromper o consumo de álcool surgem os efeitos da abstinência. Nessa fase o alcoolista bebe não mais por prazer, mas para não sofrer os efeitos da abstinência alcoólica. É nesta fase que o Acamprosato atua. Além de inibir os efeitos agudos da abstinência como os benzodiazepínicos fazem, o Acamprosato inibe o desejo pelo álcool nessa fase, diminuindo as taxas de recaída para os pacientes que interromperam o consumo de álcool.
A principal atividade do Acamprosato é sobre os neurotransmissores gabaérgicos, taurinérgicos e glutamatérgicos, envolvidos no mecanismo da abstinência alcoólica.
O Acamprosato tem poucos efeitos colaterais, os principais indicados foram confusão mental leve, dificuldade de concentração, alterações das sensações nos membros inferiores, dores musculares, vertigens.

Ondansetrona
Esta medicação vem sendo usada e aprovada como inibidor de vômitos, principalmente nos pacientes que fazem uso de medicações que provocam fortes enjôos como alguns quimioterápicos. Recentemente vem sendo estudado seu efeito no tratamento do álcool. Esses estudos ainda estão em fase preliminar, uma possível aprovação para o alcoolismo deverá levar talvez alguns anos.
Essa medicação tem um efeito específico como antagonista do receptor serotoninérgico 5-HT3. A forma de ação é parecida a da Naltrexona, inibindo o reforço positivo, o prazer que o álcool dá nas fases iniciais do alcoolismo. Os pacientes que tomam Ondansetrona tendem a beber menos que o habitual.

Fonte: http://www.psicosite.com.br/tex/drg/alc009.htm

24/11/2009

Alcool + Direção = Acidentesss!!!


Atualmente, mais de um milhão de pessoas morrem por ano em decorrência de acidentes de trânsito causados pelo uso abusivo de bebidas alcoólicas, o que tem gerado preocupação em organismos como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O maior consumo de bebidas alcoólicas ocorrem na faixa etária de 19 a 40 anos de idade, e os acidentes associados com uso de álcool quase sempre consiste em comportamento e colisão, ou seja, o que demonstra que o motorista estava em alta velocidade quando perdeu o controle do veiculo.Quando ocorre uma batida de alta velocidade nem sempre o cinto de segurança consegui proteger por completo o motorista , pois o mesmo só apresenta capacidade de proteção ate 80 km/hora.
Estatisticamente o número de mortes em acidentes de trânsito por ingestão de álcool no Brasil equivale a 19 pessoas por 100 mil habitantes. Na França, essa média é de 7 por 100 mil habitantes e, nos Estados Unidos, 12 por 100 mil.Isto ocorre pois o motorista quando embriagado tem uma falsa sensação de segurança, diminuição do controle muscular e coordenação, sua habilidade de avaliar a velocidade e distancia é prejudicada e ocorre uma redução de capacidade visual , por esses inúmeros fatores a ocorrência de acidentes de transito é grande.
Porém para frear esses índices foi instaurada uma nova lei chamada (Lei Seca), onde proíbe que motoristas dirijam sobre o efeito de álcool, e a mesma reduziu o número de acidentes principalmente nas rodovias. Em Sergipe, dados da Polícia Rodoviária Federal, no período de 19 de junho de 2007 até 17 de junho de 2008, antes da Lei Seca entrar em vigor, foram registrados um. 220 acidentes nas rodovias federais. Após a lei, ou seja, de 19 de junho de 2008 até a última terça-feira, 16 de junho, foram registrados 1.150, numa variação de -5,74%.
Entretanto o importante é o respeito de todos que usam a via publica para com os princípios de uma vida civilizada.

29/10/2009

Campanha contra o alcoolismo



As imagens são chocantes e muito tristes. E é tudo verdade.
Em 1999, na cidade de Austin, Texas - EUA motorista embriagado provocou acidente que desfigurou uma venezuelana de 20 anos.
A história e as imagens serviram para uma campanha contra o álcool patrocinada pelo estado do Texas.

O rosto deformado é mostrado em cartaz com a legenda:


" Nem todo mundo que é atingido por um motorista bêbado morre"