02/10/2009

CACHAÇA

Em duas ou três pinceladas rápidas, a origem da mais genuína bebida brasileira.

Saiba o amigo que empunha o copo e enseja o papo que as bebidas destiladas são mais antigas do que imaginam muitos bebedores diletantes e praticantes. Contam as crônicas da História Universal que o processo de destilação como se conhece hoje foi desenvolvido por volta do ano 3.000 antes de Cristo. E que lá pelo 800 antes do nascimento do Salvador surgiu o arak, a mais antiga aguardente de que se tem notícia, produzida à base de arroz e melaço, que foi nascido na Índia e levado depois para os países árabes. E ainda que o nome “aguardente” foi escrito pela primeira vez pelo naturalista romano Plínio, o Velho (23/79 d.C.), que registrou na sua “História Natural” o processo de obtenção da “acqua ardens”, ou “água que pega fogo”.

Pois a Humanidade passou alguns milênios tomando os mais diferentes tipos de aguardente, até que numa certa quadra do século XVI as caravelas portuguesas cruzaram o Atlântico e cá vieram a descobrir o Brasil, ó pá! As conseqüências dessa aventura foram tantas e tão difícil é enumerá-las, mas uma certamente foi muito especial: o surgimento da cachaça, a aguardente à base de cana-de-açúcar, que há de se eternizar como a mais genuína expressão, na forma de bebida, da alma brasileira.

A verdade verdadeira a respeito de como o fato se deu, isso ninguém sabe contar, e não há documentos confiáveis pra comprovar nenhuma das muitas versões sobre a história que circulam na praça. Umas das mais faladas diz que, nos engenhos coloniais, a garapa de cana era servida ao gado no cocho, e acabava fermentando naturalmente. Por conta do forte calor tropical, o caldo evaporava e acabava se condensando no teto, voltando ao estado líquido. Num certo dia iluminado, as gotas teriam pingado nas costas chicoteadas de um escravo. Segundo a lenda, ardeu tanto que o sujeito resolveu investigar o que era aquilo. Cheirou, provou e gostou, e daí pra entender o processo e fazer a primeira destilação teria sido só mais um passo. Mas, na opinião de dez entre dez historiadores, o caso assim contado é pura fantasia.

Bem mais fácil é acreditar que a cachaça brasileira tenha sido fruto da adaptação, às condições da colônia, da milenar tradição européia de consumir destilados. Antes de atravessar o oceano, os pioneiros portugueses celebravam suas alegrias e afogavam suas mágoas ao sabor da bagaceira, aguardente à base de uva fabricada nas vinícolas da península. Chegados aqui a esta terra de Santa Cruz, eles até tentaram, mas as parreiras não vingaram. Ao contrário dos canaviais, que vicejavam com invejável força e vigor nas áreas recém abertas ao cultivo. Era uma conta muito fácil de ser feita: tudo o que tem açúcar fermenta; tudo o que fermenta é passível de ser destilado; a cana é o vegetal mais eficiente na produção de açúcar; portanto, fermente-se o caldo, destile-se o mosto resultante, e estará pronta a aguardente pra aplacar a sede dos colonizadores. Pensado, recitado e feito, o mais certo é que tenha sido desse jeito que surgiu a cachaça, que ao longo da história se transformaria num dos pilares da construção econômica, social e cultural do Brasil.

28/09/2009

VODKA

A vodka é originÁria da Europa Oriental , porém não sabemos ao certo qual sua origem exata, Rússia ou Polônia. Sendo assim, a vodka é um destilado obtido a partir de cevada ,milho ,trigo ,centeio, ervas, figos e batata. Cada uma dessas matérias primas confere a bebida sabor e qualidade, variando sua fórmula de acordo com a região produzida. A vodka ao ser fabricada passa por várias etapas: primeiramente é preciso obter-se o mosto, um líquido formado durante a fermentação de alguns cereias ou tubérculos citados acima, com isso o líquido formado terá baixa concentração alcoólica (6% a 8%) e um sabor característico a matéria prima utilizada. Após obtê-lo, passa para a etapa de destilação onde esse mosto é destilado, e em seguida é refrigerado onde parte das impurezas são eliminadas. Esses dois processos são repetidos varias vezes até se obter um destilado de altíssimo teor alcoólico (cerca de 90%) sendo misturado com água. As etapas de filtração e purificação tem o objetivo de tornar a vodka pura retirando assim as impurezas restantes dos processos anteriores.
Popularmente a vodka tem 40% de teor alcoólico, porém sua graduação pode variar de 35 a 60% isso depende muito da região onde esta sendo produzida, por exemplo na União Européia o teor alcoólico é no mínimo 37.5% enquanto na América é de 37%.
A vodka é mais consumida em países com clima muito frio do leste Europeu, como a Rússia,Bielorussia,Ucrânia e nos países nórdicos. Apesar de ser consumida pura nos países onde é mais popular, a vodka em outros países é consumida misturada com outras bebidas como sucos de frutas e refrigerantes. Tornou-se popular no mundo todo a partir dos anos 70 quando barmens começaram a substituir bebidas destiladas tradicionais pela vodka na preparação de coquetéis.



Existem varios tipos de vodka , sendo classificados basicamente como:

•Ocidental - prima pela pureza e claridade, possuindo aroma neutro e um sabor de álcool limpo combinado à suavidade. As técnicas de produção levaram a uma vodka com mínimas quantidades de resíduos aromáticos e de sabor;
•Polonês - é caracterizada pela pureza, mas cria uma vodka de sabor e aroma mais acentuados. Possui um discreto aroma adocicado e um paladar suave, onde o sabor adocicado demora a desaparecer. São ligeiramente mais oleosas;
•Russo - bebidas muito suaves de sabor marcante e agradável, marcado por uma sensação de queimação depois de ingeridas.

Algumas pessoas consomem o destilado puro, sem a adição de sucos e/ou refrigerantes, adicionam somente gelo. Para algumas pessoas é mais saboroso consumir a vodka pura do que com outras misturas, porém assim aumenta o risco de acidentes, pois aumenta a rapidez de embriaguez, e a longo prazo ficam mais sucetíveis à doenças. Outras acreditam que o destilado com frutas diminui esse risco oua bebida fica mais fraca, o que é um engano, pois bebidas doces embriagam aos poucos sem a 'percepção' do indivíduo.

23/09/2009

RUM


A cana-de-açúcar começou a ser cultivada nas Canárias, em 1433, e dali transportada pelas esquadras de Cristóvão Colombo para as índias (novo mundo).
Nos princípios do século XVI surgiu o primeiro rum destilado a partir da cana-de-açúcar. Existem várias histórias e lendas sobre o rum que envolvem os piratas da época. Alguns "experts" na matéria defendem que a palavra rum deriva de Rumbullion ou Rumbustion. Expressões usadas, na gíria, pelos ingleses para descrever os excessos provocados pelos bêbados. Outros afirmam que a palavra rum tem origem latina, saccharum (açúcar). No século XVII, o rum era já muito conhecido, sendo considerado como uma bebida medicinal que curava todas as doenças e expulsava os "demónios" do corpo. Em 1775 o rum era a bebida mais vendida na América, o consumo anual per capita era de aproximadamente 18 litros.
Rum cubano: rum leve, com teor alcoólico de 40°GL, pode ter coloração transparente (para coquetéis) ou dourada. A marca mais famosa deste tipo de Rum é a Havana Club (propriedade do Estado Cubano), esta marca surgiu através da Bacardi quando esta foi privatizada para os EUA. Por esta razão, a Bacardi é uma marca americana, sendo muitas vezes considerada erradamente uma marca cubana.
Rum da Jamaica: o mais forte de todos os tipos de rum. Tem teor de quase 75°GL, e geralmente é exportado para a Inglaterra, onde é envelhecido em tonéis de carvalho por muitos anos;
O álcool é consumido por via oral e é um desinibidor e depressor. Após a sua ingestão, começa a circular na corrente sanguínea, afetando todo o organismo, em especial o fígado. A nível dos neurotransmissores, é facilitador da transmissão dopaminérgica, que está associada às características aprazíveis das drogas. Bloqueia o funcionamento do sistema nervoso central, provocando um efeito depressor. A aparente estimulação conseguida com o álcool é, na realidade, resultado da depressão dos mecanismos de controlo inibitório do cérebro. Em primeiro lugar são afetados os centros superiores (o que se repercute na fala, pensamento, cognição e juízo) e posteriormente deprimem os centros inferiores (afetando a respiração, os reflexos e, em casos de intoxicação aguda, provocando coma). Apesar da ampla função terapêutica do álcool durante a Idade Média, atualmente tem uma utilização muito restrita a este nível. É usado para desinfecção e cura de algumas lesões na pele. O consumo moderado de álcool pode ser benéfico, dado que reduz o risco de aparecimento de doenças cardiovasculares.
É muito procurada devido à crença de que os seus efeitos são estimulantes. De fato, as bebidas alcoólicas podem induzir um estado inicial de desinibição, loquacidade, euforia, falsa segurança em si próprio e, por vezes, impulsos sexuais desinibidos ou agressivos. O fato do indivíduo se sentir muito seguro de si próprio, como conseqüência da depressão do sistema nervoso, poderá potenciar a adoção de comportamentos perigosos. Neste âmbito, fazemos referência ao exemplo dos acidentes de tráfego, a primeira causa de morte entre os jovens.
Quando consumido de forma crônica pode provocar efeitos a longo prazo nos diferentes órgãos vitais. Assim sendo, pode verificar-se a deterioração e atrofia do cérebro, anemia, diminuição das defesas imunitárias, alterações cardíacas (miocardite), hepatopatia, cirrose hepática, gastrite, úlceras, inflamação e deterioração do pâncreas, transtornos na absorção de vitaminas, hidratos e gorduras, rebentamento de capilares, cancro e danos cerebrais. Também a nível psicológico e neurológico estes efeitos poderão ser notados - irritabilidade, insônia, delírios por ciúmes, mania da perseguição, psicose e, nos casos mais graves, encefalopatias com deterioração psico-orgânica (demência alcoólica).
O álcool origina tolerância e grande dependência física e psicológica. Em alguns casos, encontra-se a chamada tolerância negativa, a qual se encontra em indivíduos que ficam completamente ébrios com o consumo de uma pequena quantidade de etanol.
O síndrome de abstinência provocado pela supressão do álcool costuma ser bastante intenso, requer, por vezes, cuidados médicos urgentes. Geralmente, nas primeiras horas de privação pode sentir dor de cabeça forte, náuseas, enjôo, vômitos, inquietação, nervosismo e ansiedade, aos quais se podem seguir cãibras musculares, tremores e grande irritabilidade.