14/10/2009

*Absinto












*A Fada Verde Engarrafada*

Absinto é uma bebida que mistura óleo essencial da planta Absinto com mais 15 ervas, tudo dissolvido em alcool 70%. A bebida foi criada em 1792 pelo dr. Pierre Ordinaire, um médico francês radicado na Suiça, que inventou a fórmula para servir de remédio para seus pacientes. Em 1805, o Absinto perdeu seu caráter medicinal e ganhou o status de "bebida nacional" franco-suíça.


Mais do que uma bebida forte, o Absinto é, vamos dizer assim, alucinógena. Seu princípio ativo é uma neurotoxina chamada de "Thujone". Isso somado à boa quantidade de clorofila presente no Absinto, garantiu à bebida o poético apelido de "Fada Verde". Onze entre dez artistas, gênios e loucos do início do século eram amantes de tal fada. Não era raro encontrar figuras como Verlaine, Van Gogh, Picasso e Hemingway, entre outros tantos, sentados à mesa de um café, bebendo Absinto. O ritual era o mesmo: Um pouco de água gelada era derramada sobre uma colher perfurada, onde se encontrava um torrão de açucar. A água derretia o açúcar e o levava para dentro do copo de Absinto. Este era o passaporte para longas e coloridas viagens...Tempos depois o Absinto foi proibido quase em todo mundo. Recentemente seu consumo foi novamente liberado aqui no Brasil, mas é preciso cuidado ao se deparar com uma garrafa do produto. Além de ser uma das bebidas com maior teor alcoólico, sua produção em larga escala do Absinto parou há muito tempo, tendo o seu preparo voltado praticamente à esfera artesanal.



A maior parte do Absinto encontrada por estas bandas vem de Portugal, mas há quem dê preferência ao Absinto produzido por pequenos cafés da República Tcheca.



O licor francês Pernoud, possui praticamente o mesmo sabor do Absinto convencional.


O óleo essencial de Absinto é extremamente tóxico e letal, não devendo ser consumido em nenhuma hipótese, nenhuma mesmo.






Utilização para tratamento medicinal (Circulação e digestão)




Ricas em sílicio, em substâncias amargas, em flavonóides e em taninos, em seguida, elas são utilizadas para favorecer o funcionamento da vesícula biliar e como antisséptico das vias digestivas. É possível absorvê-las em infusões ( 1 a 2 colheres de café por copo de água, 2 a 3 vezes ao dia), em pó (como vermífugo) ou em tintura. Esta última está disponível em farmácias e é utilizada em gotas, a serem tomadas em um copo de água, 2 a 3 vezes ao dia. Se houver busca de um efeito tonificante, uma dose de 10 a 30 gotas a cada tomada, ou doses mais fortes (20 a 60 gotas) para estimular a excreção biliar.



02/10/2009

CACHAÇA

Em duas ou três pinceladas rápidas, a origem da mais genuína bebida brasileira.

Saiba o amigo que empunha o copo e enseja o papo que as bebidas destiladas são mais antigas do que imaginam muitos bebedores diletantes e praticantes. Contam as crônicas da História Universal que o processo de destilação como se conhece hoje foi desenvolvido por volta do ano 3.000 antes de Cristo. E que lá pelo 800 antes do nascimento do Salvador surgiu o arak, a mais antiga aguardente de que se tem notícia, produzida à base de arroz e melaço, que foi nascido na Índia e levado depois para os países árabes. E ainda que o nome “aguardente” foi escrito pela primeira vez pelo naturalista romano Plínio, o Velho (23/79 d.C.), que registrou na sua “História Natural” o processo de obtenção da “acqua ardens”, ou “água que pega fogo”.

Pois a Humanidade passou alguns milênios tomando os mais diferentes tipos de aguardente, até que numa certa quadra do século XVI as caravelas portuguesas cruzaram o Atlântico e cá vieram a descobrir o Brasil, ó pá! As conseqüências dessa aventura foram tantas e tão difícil é enumerá-las, mas uma certamente foi muito especial: o surgimento da cachaça, a aguardente à base de cana-de-açúcar, que há de se eternizar como a mais genuína expressão, na forma de bebida, da alma brasileira.

A verdade verdadeira a respeito de como o fato se deu, isso ninguém sabe contar, e não há documentos confiáveis pra comprovar nenhuma das muitas versões sobre a história que circulam na praça. Umas das mais faladas diz que, nos engenhos coloniais, a garapa de cana era servida ao gado no cocho, e acabava fermentando naturalmente. Por conta do forte calor tropical, o caldo evaporava e acabava se condensando no teto, voltando ao estado líquido. Num certo dia iluminado, as gotas teriam pingado nas costas chicoteadas de um escravo. Segundo a lenda, ardeu tanto que o sujeito resolveu investigar o que era aquilo. Cheirou, provou e gostou, e daí pra entender o processo e fazer a primeira destilação teria sido só mais um passo. Mas, na opinião de dez entre dez historiadores, o caso assim contado é pura fantasia.

Bem mais fácil é acreditar que a cachaça brasileira tenha sido fruto da adaptação, às condições da colônia, da milenar tradição européia de consumir destilados. Antes de atravessar o oceano, os pioneiros portugueses celebravam suas alegrias e afogavam suas mágoas ao sabor da bagaceira, aguardente à base de uva fabricada nas vinícolas da península. Chegados aqui a esta terra de Santa Cruz, eles até tentaram, mas as parreiras não vingaram. Ao contrário dos canaviais, que vicejavam com invejável força e vigor nas áreas recém abertas ao cultivo. Era uma conta muito fácil de ser feita: tudo o que tem açúcar fermenta; tudo o que fermenta é passível de ser destilado; a cana é o vegetal mais eficiente na produção de açúcar; portanto, fermente-se o caldo, destile-se o mosto resultante, e estará pronta a aguardente pra aplacar a sede dos colonizadores. Pensado, recitado e feito, o mais certo é que tenha sido desse jeito que surgiu a cachaça, que ao longo da história se transformaria num dos pilares da construção econômica, social e cultural do Brasil.

28/09/2009

VODKA

A vodka é originÁria da Europa Oriental , porém não sabemos ao certo qual sua origem exata, Rússia ou Polônia. Sendo assim, a vodka é um destilado obtido a partir de cevada ,milho ,trigo ,centeio, ervas, figos e batata. Cada uma dessas matérias primas confere a bebida sabor e qualidade, variando sua fórmula de acordo com a região produzida. A vodka ao ser fabricada passa por várias etapas: primeiramente é preciso obter-se o mosto, um líquido formado durante a fermentação de alguns cereias ou tubérculos citados acima, com isso o líquido formado terá baixa concentração alcoólica (6% a 8%) e um sabor característico a matéria prima utilizada. Após obtê-lo, passa para a etapa de destilação onde esse mosto é destilado, e em seguida é refrigerado onde parte das impurezas são eliminadas. Esses dois processos são repetidos varias vezes até se obter um destilado de altíssimo teor alcoólico (cerca de 90%) sendo misturado com água. As etapas de filtração e purificação tem o objetivo de tornar a vodka pura retirando assim as impurezas restantes dos processos anteriores.
Popularmente a vodka tem 40% de teor alcoólico, porém sua graduação pode variar de 35 a 60% isso depende muito da região onde esta sendo produzida, por exemplo na União Européia o teor alcoólico é no mínimo 37.5% enquanto na América é de 37%.
A vodka é mais consumida em países com clima muito frio do leste Europeu, como a Rússia,Bielorussia,Ucrânia e nos países nórdicos. Apesar de ser consumida pura nos países onde é mais popular, a vodka em outros países é consumida misturada com outras bebidas como sucos de frutas e refrigerantes. Tornou-se popular no mundo todo a partir dos anos 70 quando barmens começaram a substituir bebidas destiladas tradicionais pela vodka na preparação de coquetéis.



Existem varios tipos de vodka , sendo classificados basicamente como:

•Ocidental - prima pela pureza e claridade, possuindo aroma neutro e um sabor de álcool limpo combinado à suavidade. As técnicas de produção levaram a uma vodka com mínimas quantidades de resíduos aromáticos e de sabor;
•Polonês - é caracterizada pela pureza, mas cria uma vodka de sabor e aroma mais acentuados. Possui um discreto aroma adocicado e um paladar suave, onde o sabor adocicado demora a desaparecer. São ligeiramente mais oleosas;
•Russo - bebidas muito suaves de sabor marcante e agradável, marcado por uma sensação de queimação depois de ingeridas.

Algumas pessoas consomem o destilado puro, sem a adição de sucos e/ou refrigerantes, adicionam somente gelo. Para algumas pessoas é mais saboroso consumir a vodka pura do que com outras misturas, porém assim aumenta o risco de acidentes, pois aumenta a rapidez de embriaguez, e a longo prazo ficam mais sucetíveis à doenças. Outras acreditam que o destilado com frutas diminui esse risco oua bebida fica mais fraca, o que é um engano, pois bebidas doces embriagam aos poucos sem a 'percepção' do indivíduo.